Caminho pelas calçadas,
e ouço ao fundo
gritos de sofrimento,
dor e opressão.
Tropeço em corpos,
decompondo-se na escuridão
do planeta
Mortos pela falta de esperança.
Aos cantos,
choros de tristeza e amargura,
por alguém levado antes da hora .
O que será dos que ficaram.
Os que restaram,
sentirão o olhar da fome
que paira sobre eles,
sem piedade serão dizimados.
Realidade difícil de aceitar
Mas simples de entender o por que.
Revelam a mim estar tudo bem,
e afirmo estarem perdidos.
Outros em busca de riqueza,
morrem sufocados pelo egoísmo.
Uns buscam a sobrevivência,
e são surpreendidos pela fome.
Continuo a procura do certo
e me desanimo em saber,
nunca existiu.
Aos meus pés,
os vejo agarrados.
Murmurando, suspirando,
compaixão.
Como se algo pudesse eu fazer
veem em mim esperança.
Irei negar-lhes e continuar meu caminho.
Não!
Ficarei para lutar com eles,
e por eles morrer!
quinta-feira, setembro 13, 2007
Lutar e morrer
quarta-feira, setembro 12, 2007
O que aconteceu
Fevereiro, março...
Quando foi mesmo?
que injustiça!
O que aconteceu com as lágrimas
que rolaram no dia em que a vida se foi?
O que foi feito daquela que ate o fim o amou?
O que aconteceu com a indignação?
Que levou manifestações,
gritos de esperança e mudança
O que aconteceu com a tristeza
que movimentou multidões
em procissões a favor da vida?
Para onde foram os defensores da paz
que lutariam até o fim ...
E a mídia?
esqueceu de tudo o que aconteceu
O noticiário não comenta mais
Noticia passada, fato antigo
Os homens se esqueceram
Talvez eu também me esqueci
Sem coração, sem sentimentos
esquecemos
voltamos ao que era antes
Será que vencemos a violência
Para onde foram os malfeitores
Ninguém pergunta mais
Ninguém se preocupa mais...
Quantos ainda morrerão?
E nós homens acomodados
no individualismo...
Por quanto tempo ainda
agüentaremos viver assim
Enganando a realidade
Sonhando um mundo melhor
sentado a frente da TV
tomando uma coca cola
se indignando com o mundo
Como se dele não fazemos parte?
quarta-feira, julho 25, 2007
Que mundo é esse?
Um lugar,
onde tudo acontece,
fracassos não existem.
Vidas afortunadas,
realizadas,
tudo se espelha à perfeição.
Um mundo dos sonhos,
da utopia
Que dirá um viajante,
ao chegar à realidade,
ao mundo real?
As fantasias se quebram,
os sonhos se tornam ilusão.
Corajoso viajante,
que farás em um mundo,
em que não há perfeição?
Este mundo é estúpido,
impiedoso,
mundo corrupto
e vergonhoso.
A injustiça e o preconceito,
torna-se normal e admissível.
Perante tanta brutalidade,
dizemos apenas que já não há mais solução.
Infeliz viajante,
condenado a perecer,
neste mundo em que nem pertences.
Feliz aqui?
Já não voltas mais ser.
O viajante é aprisionado,
Impedido de viver.
Agora sentes a falta de seu mundo primoroso,
ao que não voltaras mais.
Só uma saída,
esperar ate o fim,
o fim que se aproxima ligeiramente.
Este mundo está corrompido,
perdido em um tempo
que não regressa mais.
E irá se perder cada vez,
se o medo e o egoísmo,
continuar reinando
entre a humanidade.
segunda-feira, maio 28, 2007
Batida, Batida
Batida, batida
no liquidificador
é batida.
Batida, batida
é minha comida,
mole, meleca,
é o que posso comer.
Batida, batida
no liquidificador
é batida.
Como comer,
com essa dor?
Se não for batida
a comida
não como.
Batida, batida.
Batida, batida.
Batida no liquidificador,
comida batida.
Batida minha dor,
batida, batida
Estudo, Estudo
Social
Logia
Sociologia
Estudo, estudo
nunca entendo.
Etno
Centrismo
Etnocentrismo
Estudo, estudo
nunca entendo.
Digam como é,
como deve ser.
Vejo meu Deus,
nunca será.
Ainda estudo,
apenas estudo,
nunca entendo.
Genocídio
Etnocidio
Mataram, levaram,
deixaram-me o que era seu.
Não existo mais!
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Caos no Rio
Pela janela da TV,
vejo-me entre o caos.
Lágrimas não as contenho mais,
estou chocada.
Pelas ruas e alamedas,
tensão e insegurança.
O medo,
silencia-se em casa mais cedo,
todos esperam mais segurança.
Inocentes e decentes
como alvo
de quem tranquilo
os acende.
Na tranquilidade
observam,
a quem do fogo
tenta escapar.
Corpos
carbonizados,
mortos
metralhados.
Entre tiros e granadas,
um apelo confuso,
de quem já não sabe a quem pedir:
Pelo amor de Deus!
Pequem os fuzis!
A quem culpar?
A quem atira e mata?
Ou talvez,
a quem em silencio
afirma nada a declarar?
São cenas de terror
sem censuras.
Desrespeito aos indignados
Ninguém toma atitude!
Ninguém toma atitude por nada!
Até quando?
Seremos vitimas,
de uma ação covarde,
em que nunca se sabe,
quem será o próximo
a ser atingido.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Lábios vermelhos
em noites frias,
mãos frias
que te tocam.
Não é por prazer
talvez nunca foi.
Sei que não és a mesma
teus olhos que antes,
eram alegria.
Hoje escorre sangue de dor.
Sangue envenenado,
por quem não sabes.
Sabes que não há mais futuro.
Sabes que o passado não volta.
Curtas saias,
Curtos cabelos.
Nos lábios,
vermelhos, vermelhos
que tampam com maquiagem
o rosto sujo, imundo
sem vergonha.
Curta a vida.
Corpo sem forma;
Corpo sem dona
Corpo,
seu corpo.
Marcas manchas
Dor de dor,
Dor de que espera
Algo melhor.
terça-feira, agosto 15, 2006
Adeus meu amor
Dentro de mim, há vida,
chutes de alegria e gratidão,
quanta emoção!
Fora de mim...
um mundo injusto,
imundo.
Tê-lo seria dor.
Adeus meu amor!
Quem de ti cuidará?
Zelo-te de coração,
porém, fazer-te sofrer,
seria uma facada em minha alma.
Adeus meu amor!
Fora de mim,
antes do tempo,
não quero presenciar tua dor,
que dor maior sentirei.
Tu entendas.
Adeus meu amor!
Não é por mal...
não merece ver o que vejo,
viver o que vivo.
Adeus meu amor!
Adeus meu amor!
Morra em paz,
meu amor te acompanhará!
Ao paraíso entrará,
sem faltas, nem pecado.
Com certeza verás a luz.
Adeus meu amor!