segunda-feira, junho 27, 2011

Política ou Cultura?

Tenho dois mundos á vista, ambos me chamam, me encantam...
É como se fosse uma estrada que num certo ponto da viagem ela se divide e é preciso escolher qual dos dois seguir. Caminhar nos dois seria possível? Teoricamente sim, mas na prática me parece um pouco complicado. Seria um abraçar de mundo. Fazer tudo e não fazer nada. Isso me preocupa.
São preocupações que as vezes me questiona: Pra que pensar nisso? Mas ao mesmo tempo é necessário, por mais que ridículo, é planejar, é definir uma linha de vida, de pensamento, de estudo.
Não quero saber tudo - apesar de achar uma boa ideia - quero me especializar numa vida, num jeito de viver.
Eu poderia ainda e acho até justo pensar em mais um caminho: Religião.
Serei em menos de 6 meses uma jornalista e pretendo fazer o que? Estar aonde?
Eu sempre digo "A vida é cheia de possibilidades", e é. Elas estão ai, basta decidir qual possibilidade você vai aceitar. 
Sei que posso caminhar pelos três caminhos, tranquilamente.
O problema está em "qual deles?"
A vida por mais que turbulenta ela precisa ter um foco, uma meta, isso precisa ser claro.
O medo não está em se arrepender, ou querer voltar, está em deixar dois caminhos para trás.

sábado, junho 25, 2011

Daquele dia de choro...



Mau conseguia te entender no telefone, o som do chorinho estava alto. O clima daquele bar me embalava. Estava extasiada. Cerveja, bolinho do Bodega, melhor amiga e risos.

O Bar
Lá é simples. E ao mesmo tempo rico. Rico porque concentra muita cultura. Muita gente vai lá. Encontro de tudo nas quintas-feiras. Se pudesse ia toda quinta. Quando estou livre é sagrado.

A Amiga
Doida. Fazia tempo que não trocávamos figurinhas. Junta cerveja, eu e ela, pronto, não vai prestar. Dito e feito. Ríamos tão alto, falávamos tão alto... estávamos muito bem. Muito certas do que queríamos naquela noite. Ambas apaixonadas pelo o que está longe. As duas sonhando com um encontro. Duas loucas à procura de liberdade e vida.

O choro
Música sem letra, mas que diz muito. Cada roda uma novidade. É sempre aconchegante. Cheia de técnica com muito improviso. Cerveja, coca-cola e instrumentos. Durante a música a comunicação é o olhar e a experiência de cada músico. Me encanto.

A Paquera
Eram dois também. Estavam do outro lado do choro. De pirraça começamos a olhar. Óbvio, não queríamos nada além de dizer não. Mas esse não, não aconteceu, porque os dois nipônicos se foram sem coragem de chegar para uma conversa. Fracos, dissemos.

Telefonema 1
Nada. Mais uma tentativa: voz baixa e um "não posso falar". Paciência, pensamos.

Telefonema 2
Oi amor... combinamos a vinda. Pode ser que seja para sempre mas o fato de lutar por um sentimento, ainda que incerto já vale a pena.

Telefonema 3
O meu. De certo o acordei. Voz baixa e de sono. Linda. Queria entrar pelo telefone me aconchegar na sua coberta. Mas era longe. Falamos pouco, matamos o que nos mata aos poucos: saudade. Sonhamos com o norte e contamos as novidades. De longe parece que estamos perto. Me disse um dia "Ouvir sua voz me faz crescer o desejo de tocar seu rosto, sentir sua pele e me envolver em seu corpo". Simplesmente amei.

Nossa mesa
Primeiramente nossa mesa é sempre democrática e com espaço pra mais alguém. Sentar num bar e não conhecer alguém diferente não é com a gente. Pediu, sentou. Detalhe que sempre estamos o mais perto possível da roda.

O casal
Chega um casal no bar, um pouco tarde já. O bar estava cheio, pediram e sentaram em nossa mesa. Duas simpatias. De cara vi que de lá vinha história. E não deu outra. Fui rápido mas marcante.

Fernando
Morou 5 anos em Belém. Não me lembro como chegamos neste assunto. Sei que vislumbrei com suas histórias. Tínhamos a paixão pelo norte em comum. E a vontade de pra lá voltar. Ele me prometeu uma cerâmica na próxima quinta, porém nos desencontramos e nunca mais nos vimos.

Ela
Não me lembro o nome, mas minha amiga se encantou. Tinham a experiência de organizar festas e fazer os contatos em comum.

O papo acabou porque ficou tarde pra eles... e pra nós.

Mas o fato é que a cada roda, a cada choro, a cada bolinho do bodega uma história.
A cada telefonema seu um carinho, um sonho de reencontro. Um fazer bem ao outro. 

quinta-feira, junho 09, 2011

Avaliar

Em tempos de muitas atividades, como o qual tenho passado, muitas vezes me deparo com o parar.
Pára tudo!
Suspende tudo!
E aí, só tenho tempo para escutar uma música que acalma, de certa forma, a minha correria.

Entendo que para a vida não se tornar superficial diante de tantas coisas que precisamos resolver necessitamos a cada dia resignificar nossas ações. Rever nossos passos. Avaliar o que temos feito.

Parar e observar a nós mesmo é um exercício cotidiano que preciso aprender a fazer.




"Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar"

sexta-feira, junho 03, 2011

Para minhas paixões...


Que sejam eternas...

As Paixões

Pode ser que isso seja normal, ou não, mas o fato é que as paixões malucas são o que me movem. Podem dizer que sou muito fácil (haha), não vou ficar brava. Ora pois, se é isso mesmo.

Vivo suspirando pelos cantos, vendo borboletas por todos os lados e flores. A cada dia uma paixão em minha vida é descoberta. São várias, me apaixono por pessoas (homens, mulheres, crianças...), por projetos, músicas, filmes, livros, imagens, é tanta coisa que não dá pra citar.

A verdade é que quando me apaixono assim, vira um vício. Só penso naquilo, dia e noite, faço planos, sonhos... até que inesperadamente me canso, enjoou ou encontro outra paixão e é quando começa tudo de novo. Como uma ciranda de paixões. Estranho não? É exatamente assim como me sinto.

Agora preciso falar também das paixões eternas. Sim elas existem! As paixões eternas nunca se vão. As vezes elas esfriam, mas não morrem jamais. Esfriam e esquentam de novo. Vai e volta. Essas paixões são pra mim a base de tudo. Aquelas que me dão muitas frustrações, porém mais que isso, me ensinam a viver. Me ensinam a errar, parar, pensar, refazer, recriar e mudar a cada momento.

Preciso dessas paixões. Como também preciso das passageiras para me trazer novidades. Volta e meia as passageiras se transformam em eternas e aí o vício não tem mais cura. Para serem eternas, as passageiras precisam estar abertas para o meu sentimento, meu trabalho, minha motivação.

Paixão é um ciclo simples, que na prática pode ser bem complicado de entender, mas peço que tentem. 

:)

terça-feira, abril 19, 2011

Resolvi escrever...

Resolvi partilhar alguns olhares que tive nestes últimos dias.

As vezes (quase sempre) o amor não vêm como a gente espera. E ai, o que fazer?
Eu? Sofro. Me frustro. Sonho. Desisto... isso é um fato. Mas não é algo perceptível e racional. Só entendo o que fiz - a merda que fiz - depois. E ai? Já era....

Me questionei: Se não é amor... o que será?
Agora não falo daquele amor, de namorar - como eu falava quando criança. Falo do amor pela causa. No meu caso a causa da juventude, do pobre e excluído. A causa de um outro mundo possível. É por isso que não largo mão. Faço por que amo.

Já que estou no assunto do amor, me lembrei de um sentimento que tive esses dias. Londrina, tem um povo muito acolhedor e simpático. A maioria de nós, cumprimentamos desconhecidos, falamos bom dia para todo mundo... Existem esseções, claro! E me veio uma conclusão besta: Sejamos sempre caridosos, ainda que doa. A caridade pode ser um sorriso, um gesto de simpatia, mesmo que não recebamos nada em troca.

Ah, a diversidade me encucou. Estive mais sensível a perceber as diferenças e como isso vi que legal é quando nos abrimos para o novo. Construímos coisas, espaços, culturas, conceitos... fantásticos. Juntamos experiências jamais vividas por um biólogo com a de um religioso. Imagina, no que isso pode dar?

Me lembrei agora de uma bobagem, aliais me perdoem por tantas bobagens hoje. Um dia um professor me disse que o Amor Platonico surgiu de Platão, porque ele amava Aristóteles. Entretanto o Ari, nunca quis saber do pobre e feio Platão. Dessa forma Platão sofria muito de amor platônico.
É claro, isso não tem muito a ver. Mas na época acreditei! 
E hoje escutando uma música de Julieta Venegas me encontrei muito nela, chama "Amores Platônicos". Considerando a minha facilidade de me apaixonar posso dizer que sou adepta ao amor platônico, pois a maioria destes meus amores, nunca se concretizam. Motivos: um que não me declaro, outro que o cabra macho nem imagina desse amor, algumas vezes descubro que era só fogo de palha, enfim, dentre outros. No fundo espero não ser adepta por muito tempo. Deve ser chato!



terça-feira, abril 12, 2011

No fundo do meu poço

Foi tão estranho, que até agora não consegui entender o que me aconteceu naquela uma hora.
Estava muito frio. Uma escuridão medonha e um desconforto no corpo.

A dinâmica me parecia favorável para o momento em que vivo. Era preciso que no silêncio do nosso coração, olhássemos para dentro de nós mesmos.

Com os olhos vendados, foi levada para um banco gelado, no qual me sentei.
As mãos de quem me guiou eram quentes e suaves, trazia-me segurança. Sentia o chão pedregoso e com muitas folhas e galhos. O caminho foi rápido.

Sentada, tentei imaginar onde estava mas não conseguia mais.

De tudo o que me lembro é do frio que passei e a escuridão.

Tentei dormir, nada. Tentei pensar, nada. Nada me convinha. Eu estava sozinha, no frio. Não tinha medo, nem lembranças. Era apenas, nada.

Senti um perfume suave, que demorou para cessar. Ouvi passos, mas ainda o frio era muito. A dor nas costas e o fato de não conseguir refletir sobre a minha vida me atordoou.

Acabou! Me levaram de novo. Tirei minhas vendas e vi o sol, as pessoas, a natureza. Era tudo belo novamente. Mas aquele momento foi estranho...

Na partilha, me veio a questão: O que há no fundo do meu poço?

Se for pela experiência que passei: Péssimo. Frio, escuridão e solidão.

Me desesperei... e hoje reflito...

Para mudar!
Flor, Minha Flor

Grupo Galpão





Flor minha flor,
Flor, vem cá!
Flor minha flor
Laia laia laia
Flor minha flor,
Flor, vem cá!
Flor minha flor
Laia laia laia
O anel que tu me deste
Flor vem cá
Era vidro e se quebrou
Flor vem cá
O amor que tu me tinhas
Flor vem cá
Era pouco e se acabou
Laia laia laia
Flor minha flor,
Flor, vem cá!
Flor minha flor
Laia laia laia
[Flor minha flor...]
Quem será aquela moça lá no fundo
Que dá a mão ao cavalheiro agora?
Ó ela ensina as luzes a brilhar
Dir-se-ia que com opende a face da noite
Como brinco da orelha de metíope
Ela é pura demais pra ser conquistada
Mas é bela demais para não ser amada
Volver depois da dança onde ela está
A minha mao se purificará tocando a sua mão
Coração, coração, tu já terás amado alguma vez
Oh não, os meus olhos negam com firmeza
pela primeira vez vejo a beleza!

segunda-feira, abril 11, 2011

Nossos sonhos...

Parece que o tempo pára, que me transporto quilômetros daqui e me sento ao seu lado, para escutar sua voz suave e seu sotaque enrolado.
Tudo isso me agrada, me faz feliz, estar com você, assim pertinho, é estar comigo mesma.
Temos tanto em comum para quem tem culturas tão distintas. Mas temos o que nos une. Nossos sonhos...
Desejamos estar juntos. Queremos conhecer o mundo, o Brasil, a Amazônia...
Quero teu cheiro novamente, sentir a delicadeza de suas mãos encontrando as minhas e lhe ter nos abraços apertados, aconchegantes.
Queremos mais do que temos e somos. 
Queremos nos reencontrar. 
Queremos sonhar juntos e melhor: queremos construir juntos!

Se estiver errada, me corrija!

Um cheiro.

terça-feira, março 29, 2011

Flor


Meu bem meu menino 
Me dê o seu sorriso 
Essa sua risada encantada 
Seus saltos mortais salgados.



ânsia

Suporto por alguns dias me dizerem que sou louca, que as minhas ideias são insanas e coisas assim.
Percebi que verdadeiramente o são. Percebi que quando vejo a vida ficando quieta, me preocupo.
Procuro saber quais motivos me entristecem e entender como posso ficar tão assim, com vontade de sei lá.
Só entendo depois que lembro onde sou feliz e como sou feliz.
Descobri que minhas pernas gostam de se movimentar, ainda que paradas.
Outra, minhas lágrimas gostam de rolar quando há alegria.
Voltei um pouco no tempo e senti aquele aroma.
Que palavras escritas talvez não transmitam. Faladas também não.
Mas esse tempo, foram vários os tempos, que senti a vida mais forte.
Senti o gosto de estar viva e necessidade de continuar a viver. Só soube que o tempo acabaria porque a fraqueza de ser humana chegava aos poucos.
Eu enfraqueço a cada volta, a cada frustração.
Finjo que não ligo, invento desculpas, doenças, dores...
Que justifiquem a minha ânsia de liberdade.
Anseio sempre conhecer, ver e sentir aquilo que não é habitual.
Anseio voar pelo céu azul e trombar com as gaivotas.
Anseio pisar no solo fértil e sem vida.
Aprender a dançar e tocar o que é estranho para mim.
Anseio novas sensações.
Anseio viver na intensidade que o contato com a natureza e a humanidade me possibilita!

sexta-feira, março 25, 2011

Terra Sertaneja

Quando meu coração pensa em endurecer, quando meus olhos estão longe de ver a liberdade, quando minhas mãos parecem que se abrem a comodidade e meus pés se cansam de estar parados eu sei que é preciso lutar!
Lutar contra o comodismo e o tédio.
Nessas horas me apego a poesias como esta de Ademar Bogo:


Somos milhões de companheiros e companheiras buscando a libertação da terra, de homens e mulheres em um país onde a terra vale ouro e os seres humanos, alguns gramas de chumbo moldados em balas que fazem sangrar o destino do nosso povo sofredor!

Na arte de resistir às tentativas da destruição dos nossos sonhos, trincheiras da criatividade, se revela a rebeldia dos poetas e dos cantadores filhos da terra e da esperança no palco imaginário para onde marcham as colunas dos grandes guerreiros e lutadores sem terra.

A terra no seu suspiro nos abençoa e agradece através das nuvens de poeira provocadas pelos rígidos pés descalços que seguem destemidos, construindo esta grande irmandade de companheiros em busca da dignidade perdida. Seguimos cantando.

Na poesia do cantador se misturam o desejo da terra de homens na grande sinfonia da esperança que aponta o horizonte e o longe fica perto quando se caminha adiante.

As cordas movem paixões. 0 sentimento, as pulsações, o sonho de vencer, os corações. Cantar pois é mais que um prazer quando as vozes brotam de forças em movimento que ao som suave de belas melodias elevam foices e facões rompendo cercas, retirando morões para ver nascer o novo dia.

Assim a terra se converte em causa, a liberdade se converte em sonho, o grito forte se converte em guerra e o povo todo segue um só caminho na trilha estreita plantando futuro.

Que a noite escura da dor e da morte passe ligeira, que o som dos nossos hinos anime nossas consciências e que a luta redima nossa pobreza, que o amanhecer nos encontre sorridentes festejando a nossa liberdade.


Aí eu me lembro que da luta não posso me retirar! Que quando tudo está calmo é porque tem algum problema. Não quero guerra não, quero movimento!

odeio você Caetano, odeio você Veloso, odeio você odeio!!!

domingo, fevereiro 27, 2011



Eu quero os pequenos detalhes que me fazem viajar num infinito mundo de riquezas microscópicas
Quero um olhar apurado, que veja além das paredes, além dos próprios olhos os sentimentos camuflados pela representação
Um pouco mais de histórias de desconhecidos, invisíveis excluídos
Eu quero escutar o som do respirar das formigas, quando elas estão paradas sobre meu corpo
Quero poder sentir o tocar do som, que vibra quando me entrego a dança, a dança que me balança
Ah! Quero sentir o gosto doce, ardido, amargo e insosso da água limpa que saí da nascente do rio
Quero um pouco de você, um pedaço da sua argila para completar a minha
Tocar o rosto daquela mulher suja e suada, quente do sol que torra
Dar a mão para a criança que sorri sem medo de enfrentar o medo de morrer de fome
Admirar aquelas imagens em movimento na tela que me traz sensações
Suas tantas cores que alegram meu olhar em meio a tanta destruição
Meus pés só querem o ladrilho gelado da cozinha que guarda os bons sabores da minha vida
Quero lembrar a cor dos seus olhos quando eles se abrem enquanto nos beijamos
Vou sentir tudo isso até que tudo vire pó.
Meu sentir olha, toca, escuta, degusta e te beija
Até que seja pó!

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Todos os dias...

Todos os dias espero encontrar um olhar que diga ser especial. Todos os dias me apaixono por olhares dispersos, todos os dias me frustro com olhares errados.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Do tédio ao diferente...

Desconfio que um dia essa solidão cesse. Não quero dizer que seja uma solidão de estar totalmente sozinha em um lugar, sem nenhum outro ser vivo por perto. Mas me refiro a uma solidão que vem quando a saudade aperta. Aquela saudade que começamos a sentir logo que um momento muito bom acaba. Ou quando uma pessoa muito especial não está mais ao nosso lado. Dessa solidão que me refiro. De uma dor que sentimos, bem no fundo do coração quando percebemos que já passou e agora é voltar a normalidade do dia a dia.

Uma vez me disseram que a saudade é boa, que alimenta a nossa esperança e nos dá força para agirmos. Concordo que seja assim. Mas sentir essa dor parece que não é muito racional. E ai o que fazemos? Sabidos da facilidade de uma loucura se aproximar, muitos (como eu) se enveredam em atividades que nos tomam todo o tempo. Ai certamente não sentimos a dor, porque nosso corpo não pára e nossa mente não pensa. Mas e quando por algum motivo ou outro temos que ficar a sós no silencio do nosso quarto? Uma resposta eu não tenho, afinal é o que eu venho procurando há muito tempo. Inclusive me questionei como diminuir essa dor?

Simplesmente olhei para o dia e pensei o quão culpados somos da nossa própria solidão. Temos um mundo. Um dia, uma noite. Temos a natureza o sol. Temos nossa família, amigos. Temos a nós mesmo. Temos nossas formas de abstração. Temos um mundo de possibilidades. E às vezes esquecemos disso. Nos fechamos a sentimentos passados, a prazeres que já se foram e não percebemos que nós construímos o nosso próprio modo de ser e viver. Caímos na mesmice, no cotidiano. Olhamos as coisas sempre com o mesmo olhar. Fazemos sempre os mesmos caminhos. Temos sempre os mesmos costumes. É claro que cairemos no tédio qualquer dia desses...    

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

O beijo e Tocantins

Aquele beijo, foi para selar o momento mágico, especial pelo qual tínhamos acabado de vivenciar. Um beijo simples, de carinho. Tanto sentimento que em um segundo eu pude experimentar uma sinceridade de vida tamanha. Cumplicidade. Poderia ter me ido para eternidade aquela hora.
Uma vista linda. Um dia perfeito. Um clima aconchegante. E uma companhia inesquecível. 
Era novamente o Tocantins em minha vida. Um rio que me encontrou e me mudou. Mudou meu pensar e meu curso de vida.  Só poderia me sentir completa.
Eu o olhava intensamente, querendo guardar pra sempre aquela imagem de fim de tarde. De pássaros voando para seus ninhos. E água se movimentando lentamente por causa do barco que estávamos. Debrucei sobre o janela e o esperava, sabia que viria.
Uma lágrima rolava em meu rosto quando senti sua suavidade tocar meu corpo. Seu cheiro doce me encantara... ele veio. Sua cor branca destacava-se no começo da escuridão da noite que vinha chegando.
Já não escutava mais a bagunça que estava no barco. Só ouvia os pássaros, as árvores e a água mansa do Tocantins. A pouco tinha me jogado nele, deixando a correnteza me levar...
Ah Tocantins que saudade, nunca que imaginaria te encontrar novamente!
Encostados os dois na pequena janela, contemplávamos a beleza da natureza.
Uma partilha.
De vida. Vivência. Estávamos no auge de uma vida dedicada a uma causa. Estávamos alí, dois humanos agradecendo a vida! Agradecendo a natureza. E aquele momento mágico.
Encontramo-nos na Amazônia. Tinha muito o que dizer, mas muito mais a que sentir.
De tudo o que me lembro a melhor foi ter o encontrado naquele lugar, naquele exato momento. E principalmente saber que comungávamos das mesmas expectativas, tinhamos o mesmo olhar sobre o mundo.
E sobre o Tocantins.
Não te esquecerei Tocantins. Tão pouco este momento. Se vamos nos encontrar novamente, não sabemos...
Mas seu beijo, seu cheiro ficará para sempre em mim. Sua simplicidade e seu modo de ver e amar a vida.
Eu sei que o Rio Tocantins não passa pelo Piauí, tampouco Paraná. Assim, teremos que voltar a Amazônia...


Um cheiro...

domingo, janeiro 02, 2011

Para começar o ano...


Moxuara - Nasce uma Canção


Então se fez a luz... 
e os primeiros passos 
tateiam o escuro. 
É preciso ficar...chegar.
Não sei dos caminhos, 
nem onde vão dar... se vão. 
Que uma voz me tenha urge pra poder estar. 
Me vestir da melodia 
pra outra boca me contar.
Vou, me tenho presente, na voz do povo, a paixão. 
Vou, me faço até por mim 
pra dizer, só pra dizer... 
nasci.
Então se fez a luz e me pus a caminhar 
noutros caminhos ou pelo ar.



Tenho esperança...

‎'O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem' João Guimarães Rosa - Citado pela nossa presidenta Dilma no seu discurso de posse.

sábado, janeiro 01, 2011

Final de Ano...

Final de Ano com a família é completo de altos e baixos. De risos e choros. Repleto de abraços, beijos e fofocas. Um Final de Ano com a família não seria o mesmo se não tivesse aquele um que passa mal porque bebeu demais, ou aquele priminho que brigou com o outro por causa de brinquedo... Um Final de Ano com a minha familia não pode faltar aquela frase: "Nossa como você tá grande, engordou né?". Hummm, é comida em exagero, bebida em exagero, carne em exagero, abobrinhas em exagero... é tudo isso e muito mais. É também sonhar juntos, relembrar juntos... é isso! Pode não ser o melhor fim de ano, mas é o meu fim de ano com a minha família! E segunda to de volta... beijos.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Naquela tarde de sol e céu azul, senti tocar no meu rosto um pouco do sabor que a vida me possibilita. Naquela tarde de ultimo dia do ano, só penso no que passou. Não consigo imaginar o que vem. Aos poucos como uma teia vou planejando os dias desse próximo caminho.
Não tem nada mais além de viver. E para mim viver é sentir o mundo, e tudo o que ele nos oferece. Isso inclui as dores e as tristezas. Só consigo me imaginar no próximo ano vivendo. Intensidade. Loucura. Prazer. Tudo tem que ter!

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Querido...

Boa Noite amor, te escrevo hoje, não apenas para te desejar um bom final de ano, mas para compartilhar um sentimento muito completo em minha vida. Já está cansado de me ouvir falar em amor, porque só sei falar disso pra você, só falo com amor de você... mas hoje será diferente. Porque sinto um amor completo. Não que te amar, como eu amo não me faça feliz, e como faz. A questão aqui levantada será todos os amores que eu sinto. Tá complicado né? Vou explicar!

Durante esse ano (2010) eu tive muitas experiências que partilhei com você em cartas passadas. Experiências boas, ruins, alegres, reflexivas... enfim, foram muitas. Cada uma foi construíndo o que hoje eu sou. Lembro-me das viagens loucas. Você sabe como eu gosto disso.

Fui para o Rio de Janeino, revi amigos, amores. Conheci Porto Alegre, que no verão é um calor insuportável, pratiquei meu espanhol e fiz muitos contatos. Fui novamente para Ipanema - PR e fiz a minha melhor oração, de mãos dadas com o mar. Amor, foi incrível.

Em Ponta Grossa aprendi que ter liberdade para amar é muito bom. Em Curitiba quebrei tabus, meus principalmente. Aprendi a andar em São Paulo sozinha e compreendi as linhas e cores no metrô, lá também me senti em casa com alguns pjoteiros. De novo em Sampa, descobri que odeio a muvuca da 25. 

Ah, fui parar no fim do mundo no Paraná em Adrianópolis, num quilombo, nunca vi lugar tão lindo amor, senti a natureza viva e a força da luta do povo negro. E Caxias que queimei a lingua com chimarrão mas re-conheci duas gêmeas fantásticas, que me ensinaram muito. Na Aparecida no Norte, foi triste, me espantei com tanto capitalismo e consumismo. Curitiba... ah aquele clima me chama, lá novamente ganhei mais força e vi um recomeço. Em Ourinhos só posso dizer que amo as negas que me fizeram rir o fim de semana inteiro e todos que me ajudaram a pagar a passagem de ida e volta. Sabe que estava desanimada com a Jornada também em Ourinhos, porém foi lá que juntei mais folego e animo para o proximo ano.

Voltei em Curitiba e me encantei com a luta dos estudantes que realmente acreditam que é preciso mudar. Desisti de muitas viagens, por vários motivos, mas o dinheiro foi o maior culpado. Este ano não teve Salvador, nem Manaus, deixei Guarapuava e Parati, mas tudo no seu tempo né querido?

Ah, já ia me esquecendo tem a viagem de Natal e Ano Novo para Penápolis e Araçatuba, que ainda não terminou, mas eu tenho entendido cada vez mais o valor da família e que o inesperado sempre acontece!

E dos amores passageiros? Prefiro nem somá-los aqui para não te espantar. Como me apaixonei esse ano, quantos olhares me conquistaram, quantas palavras me encantaram, quantos gestos não me fizeram sonhar com casamento? Amei sobretudo platonicamente. Meu espelho talvez ficou sabendo de alguns, mas nem compensava contar para a melhor amiga. Muitas vezes esses amores duravam um dia, algumas horas... Ah mas amei. Me decepcionei. Me enganei. Me diverti também.

E querido, vamos falar com franqueza, quantos também não me amaram? Mesmo que por algumas horas, mesmo que eu nem tenha imaginado. Não discarto a idéia de que também fui amada, ainda que passageiramente.

Amor, sem sombra de dúvidas esse ano foi de muito crescimento no trabalho com a juventude, cada vez mais vejo que é isso que eu quero pra minha vida. Ser jovem para o resto da vida? SIM, mas sobretudo trabalhar pela juventude. Caramba, esse ano realizamos maravilhas com a Pastoral da Juventude em Londrina. Temos uma força que nem podemos imaginar. Ganhamos espaço, confiança... Muitos me dizem que eu preciso focar mais em minha faculdade e me afastar um pouco da PJ, mas como? Isso é praticamente o que eu faço de melhor! Não dá! 

Mas assim, acho que o que fechou mesmo com chave de ouro meu ano foi a Jornada da Juventude. Estava bem querendo desistir, mas fui. E amor, vi muita coisa boa. Um sentimento de que a luta não pode parar, de que juntos podemos mais... ver aquela juventude gritando por paz, dançando, rindo, não tem explicação. Lá não tinhamos classe, religião... éramos apenas JUVENTUDE.

Como é difícil pra mim colocar em palavras os meus sentimentos, você não tem idéia. Mas continuemos...

Outra coisa que vai ficar marcado, certeza! Minha entrada no movimento estudantil. Foi bem atordoada e até hoje não me adaptei ainda. Porque realmente é muita coisa pra mim. Porém, a luta dentro de uma universidade é tão necessária quanto fora dela. Brigar por um DCE (Diretório Central dos Estudantes), por direitos, é um ato não só de sair do comodismo como de realmente assumir nosso papel de protagonistas, de cidadãos. Passei a amar ainda mais a minha faculdade e a valoriza-la. E o Plebiscito Popular da Terra? Que sufoco! Primeiramente para entender, segundo para passar a idéia a diante. Mas conseguimos: Discutimos, apresentamos, votamos... 

Campanha eleitoral nem se fale. Entrei morrendo de medo, de me arrepender depois. Mas depois que conheci meus candidatos (Lygia e Paixão) não teve como não apoiá-los. Não! Não ganhamos, mas eu aprendi muito de política, de defender um projeto político, de militância.

Sabe amor, esse ano eu entrei em muitas crises quanto amizades. Foi difícil entender algumas idas, algumas voltas. Principalmente para perdoar algumas falhas. Como doeu esse ano a rejeição. Mas em compensação conheci uns amigos, que me fizeram ver um outro jeito de viver a vida. Desses eu não vou esquecer. Sem contar aqueles que não saíram do meu lado, que resistiram as dificuldades e se permitiram viver o amor de amigo.

Ah e pra terminar querido o grande amor que eu descobri esse ano. Descobri é modo de dizer, na verdade que eu aceitei. Eu mesma. É isso mesmo. Se amar é fantástico. Não é loucura não. Mas percebi que eu sempre serei a minha melhor companhia. Que muitos amigos virão, muitas águas rolarão, mas no fim só me sobra eu. E eu preciso me encontrar comigo mesma para revitalizar minha mente. 

Quando me encontro comigo, no profundo dos sentimentos me sinto valorizada, me sinto bela, me amo de verdade. Me entendo principalmente. E isso não tem coisa melhor. É uma amizade as vezes muito abstrata, que a gente só vai entender quando realmente sentir necessidade de ficar só, só consigo mesmo.

Muitos problemas a gente só vai resolver consigo mesma. Com uma boa conversa interior e uma preocupação com seu corpo e sua mente. Precisamos amor, abrir os olhos para nós mesmos e aprender a nos amar, só assim vamos amar o outro. Vai por mim...

Mas é isso, não vou me prolongar mais. Espero que você tenha entendido pelo menos 1% do meu ano, que agora se encerra. Desse amor completo. Não posso dizer que ele foi o melhor, mas que foi grande. Hoje não sou a mesma de 365 dias atrás com certeza! Parte de mim se foi, ficou pelo caminho e parte de mim fui costurando durante o ano, colhendo das flores, das cores, dos amores tudo que hoje tem em mim.

Um ótimo final de ano. Obrigado pelo seu amor e amizade. Te amo sempre.

Francielly

quarta-feira, dezembro 22, 2010

@ de Penápolis - SP

Estou no meu segundo dia de abstração. Isso porque viajei para Penápolis, interior de São Paulo, uma cidade pouco conhecida, a não ser pelo fato da Sabrina Sato do pânico ser daqui. O que definitivamente não muda em nada. A cidade continua não tendo nada de interessante. Além da parte em que tenho família aqui. E que passei quase todas as férias de dezembro/janeiro da minha infância neste local. Logo, imaginemos, que essa cidade represente algo para mim.


No primeiro momento, ao sair do ônibus, já senti aquele cheiro. Cheiro de infância. Me vem a mente as estripulias que já organizei com meus primos (Thais, Thadeu e Thiago) quando ainda não sabíamos o que era preocupação.

A cidade continua a mesma. Cento e poucos anos de história, e ainda é um povo fechado, com ruas de paralelepípedos, estradas de terra e charretes. Essa é Penápolis. O que me salva é que tenho uma prima rica. É rica mesmo. Sua casa, ah que mansão.


Para começar ela é verde, minha cor predileta. Tem 6 banheiros e uma piscina deliciosa. A qual ontem já experimentei! Tem sky, internet wifi e ar condicionado em todos os comodos! Uma belezura! Tem como não abstrair?


Meus primos cresceram. Já não vem mais aqui. E tem novos primos, mais novos ainda. Que bagunçam o dia inteiro em meio a tantos brinquedos. Uma pena. Quando eu também era "prima nova" não tinhamos tantos brinquedos bonitos, mas tínhamos árvores, casa na árvore, tambores, argila e uma porção de coisas que me fazia pirar quando vinha pra cá. Eles são limpos. Nós parecíamos porquinhos.

Isso tudo me faz esquecer um pouco a agitação que é minha vida em Londrina. Agora começo a entender o sentido de férias. Olhar de fora a vida é legal. Podemos traçar melhor um caminho para o próximo ano.

Estamos chegando em 2011, faço 21 anos e preciso começar a pensar o que será de mim. Tenho um ano para decidir. Há tantas oportunidades. Dá vontade de fazer tudo. Mas meu "corpinho" não aguentaria.

Colocaria uma foto aqui, se minha cota de imagens no Google não tivesse excedido. Coisa mais chata viu.

segunda-feira, dezembro 06, 2010


Danço pelas linhas da vida, tortas, coloridas. Em cima outrora em baixo. Não sei do fim. Não encontro o fim, não o procuro. As vezes caminho reto achando estar certo. Mas as curvas me apetecem. A duvida do que vem a frente. É bom sentir medo, de errar. O branco cansa, gosto de chamar atenção. Vermelho de amor. Verde de tranqüilidade. Amarelo de alegria. Caminho sem saber onde vai dar. Mas procuro o caminho das cores sempre, porque me trás companhia.

sexta-feira, novembro 19, 2010

E agora, José?

Fica comigo Drummond

Querido Drummond,

Fico feliz de ter te encontrado, ainda que após a sua morte. Sinto sua presença a cada poesia, cronica que leio. Deixaste um legado. O olhar suave, a visão crítica, o tom sarcástico, a liberdade métrica dos versos e até mesmo as rimas se encontram e desencontram em sua escrita. Como não me apaixonar pelos seus versos? Pelos seus medos? Por seus anseios...

Estás tão aqui, ao meu lado, apreciando sua boa escrita. Trocamos olhares através das palavras. Olhares de amor, de sofreguidão. De quem esteve no mundo, amou o mundo e buscou entende-lo. De quem via através do próprio homem sua esencia escondida, camuflada pelos vicios mundanos.

Há Drummond, se me desses um tempo. Se me visses como mulher. Se estivesse vivo. Pediria sua mão em casamento. Só para ficar te lendo para o resto da vida.

José
1960 - ANTOLOGIA POÉTICA

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...

Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?



Amo José!

sexta-feira, novembro 12, 2010

Olhar seu, olhar no meu...

Se me olhas assim
não contento em fingir distração
me entrelaço nos laços,
traços...
viajo pelo caminho que me leva até seus olhos

flores,
cores...

te encontro ancioso
esperando um pouco de mim.

Detalhes me enganam,
levam-me pra você
sem perceber...
como uma hipnose
já me perdi no teu olhar
e só em você consigo me encontrar!

quinta-feira, outubro 28, 2010

Coisas vãs

A verdade é que não temos mais tempo para as coisas vãs da vida.
Estamos sempre ocupados, atarefados
Preocupados em resolver problemas
Nosso tempo é valioso!

Uma coisa me espanta, é chegar em casa e só pensar em dormir, ou ficar na internet até altas horas da noite.
É comum, não tenho tempo, nem disposição para uma conversa descontraida com a minha família.
Olhos nos olhos...

É real que caímos numa rotina estressante, que não pára, que não podemos parar!
Estamos presos. Eu já tentei fugir, enganar, burlar...
Mas foi em vão. Talvez não tenha sido mais resistente. Uma parte da culpa é minha.

Porém olho a minha volta e vejo que já é tão complicado um dia com seus amigos.
Uma conversa sincera, sem previsão de acabar.
Um beijo demorado sem pressa de voltar para casa.

Estamos (estou) perdidos num tempo que não pára para nos alimentarmos
Em um tempo que comemos na frente do computador, namoramos e amamos pelo computador.
Um tempo que parece não ter tempo.

Crises. São ótimas. Levam a reflexão, a mudanças... 
Viver em crise é trágico.
Sentir as costas doer o dia todo é trágico.
Olhar pela janela do ônibus a noite e ver nas casas escuras e só uma luz pequena do computador e da TV.

Não! Os problemas não são os aparelhos. Não é a tecnologia.
São as nossas atitudes. É a vida que vai mudando, mudando.
É o ser humano que inventa novas formas de vida...
E aos poucos vão perdendo o que é instinto, o que é natural.

terça-feira, outubro 26, 2010

Musicalidade londrinense

Pois é, ontem um amigo meu (Otto Stadler) veio me dizer que cantava. Sério, conheço ele a anos, fazia tempos que no nos víamos... Ele me disse que faz 7 meses! Achei muito legal! Nem imaginava, fiquei surpresa.
Ele me passou esse video, da apresentação do grupo em Faxinal - PR no Festival de Corais.
O Nome do grupo é Sollu`s Vocal Masculino.
Esse ano eles comemoram 5 anos, e vão fazer uma série de apresentações no mês de novembro em celebração. Divulgarei aqui...
Mas vale a pena conferir o video e conhecer!




Criatividade
Entrosamento
Simplicidade
Carisma
Sintonia...


Conclusão: Muito bom mesmo!


PS: O Otto é o do meio sentado

sábado, outubro 23, 2010

Som Legal!



Recebi esse som no Facebook e sabe como é... coisa boa precisa ser compartilhada mesmo!


Calçadão de Londrina

Tum Tum Tum Tum
Olê Olê Olê Olá
Uhhhh
Êhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Turururuhhh, Turururuhhh
Páh Páh Páh Páh Páh Páh Páh Páh Páh
Vrummmmmm
Biiiiiiihhhh


(Ao mesmo tempo)

quinta-feira, outubro 21, 2010

Café e mais café...

Arte!
É café é arte
de prepará-lo
de degustá-lo 
e saboreá-lo


Coisas que só se aprende fazendo oficina de cinema....


Tomar café é sentir a fragrância, o aroma e o sabor!


Café, café, café....!!!!


Parece subjetivo. Mas acreditem, essa semana fazendo oficina de cinema, aprendi muito sobre café, tipos de café, preparação de café... graças a um senhor chamado Francisco, oficineiro também, que é o café em pessoa. Não gente, ele não é negro e isso não é uma piadinha... rsrs.
Digo que ele é o café em pessoa, porque basicamente 98% do que ele fala é sobre café... os outros 2% ele fala de como fazer um documentário sobre café!


Imagino, que esta noite vou sonhar com um cafezal.... rsrs
Seo Francisco, muito sábio... entende e defende bem o que fala!
No próximo post prometo falar de cinema!