segunda-feira, abril 26, 2010
De ontem...
domingo, abril 25, 2010
Comum-unidade
Gostaria de viver ouvindo, gravando, registrando as tantas histórias que escuto mundo a fora. Trazer ao conhecimento de todos, as lutas, as dificuldades, as alegrias e experiências dos desconhecidos.
Mostrar o quão é belo se viver, experimentar os sabores, os cheiros do mundo. Reconhecer na vida do outro o sentido para valorizar a própria vida. Compreender que homem é um ser livre, criativo e curioso.
Os problemas são de todos. Todos têm, todos terão. Iguais ou não, partilhar a vida é importante para o crescimento mutuo ou mesmo para superar os próprios medos e defeitos que a gente se impõe.
Somos seres comunitários, procuramos de alguma forma, algum dia, alguém para nos entender, talvez ajudar. No fundo todos querem ser lembrados, querem ser importantes pra algum ser.
Na comum-unidade entendemos os prazeres da vida, e do mundo. Percebemos o natural da vida a intenção própria do significado de viver.
Carlos, apenas
Vida da Linguíntico Jogo
Tu. Tu. Tu.
Liberdade
Correria
Colar
Juventude
Verde
Água
Chocolate
Lenine
Paciência
Viagem
Amazônia
Televisão
Edição
Comunidade
Diversidade
Mudança
Positiva
Simplicidade
Amor
Cores
Momentos
Cantos
Beijo
Carimbó
Ônibus
Teatro
Pasquim
Ousadia
Conversa
Mensagem
Coca,cola
Surpresa
Abraço
Amasso
Livro
Política
Luta
União
Povão
Estudo
Tempo
Máquina
Cerveja
Dança
América
Pernas
Gênero
Poesia
Solidão
Paz
Crise
Metáfora
Favela
Vida
Vida
Vid
Vi
V
.
terça-feira, dezembro 15, 2009
No chão
Subo e desço por você
Pra entender o que se passa no seu coração
Nas nuvens esqueço quem sou
Teus olhos me trazem tranquilidade
Ah teu jeito de amar...
Porque sempre tão assim?
De pés no chão confundo com meu coração
Meu amor se entristece
Sinto a dor de uma partida
De alguém que nunca foi
Mas também nunca ficou
Pena a gravidade que insiste em me deixar ao chão
Apenas posso contemplar as estrelas
E sonhar com um amor que já foi meu
E agora talvez me esqueceu.
domingo, setembro 27, 2009
Uma poesia para um misterioso
Que amadora não seria
impondo aos meus dedos
uma poesia.
De sorriso talvez entenda melhor,
meus lábios segue ao passo do meu coração,
que com vida própria bate acelerado,
quando um desafio a mim é lançado.
Me disse alguém que falar de mistério é poético.
Poético porque mistério pode ser tudo e ser nada.
E ai poetas, os de verdade, tentam definir o indefinido,
com palavras nobres e sentimentos profundos.
Eu poeta amadora de pouca vivencia,
e muitos sonhos,
me atrevo a tornar o mistério tocável,
mesmo que em palavras.
O mistério é uma escolha.
Uma ousadia de poucos.
Poucos que vêem no mistério,
o caminho para a duvida, interrogação.
De que serve o mistério
se não para movimentar a curiosidade?
Pobres curiosos de mente confusa,
nem percebem a sua importância
O misterioso, ele sim muito mais confuso
faz do mistério a chave do conhecimento.
Esperto talvez, começa a se entender,
quando as duvidas começam a aparecer.
Duvidar leva o misterioso
ao cume do seu próprio conhecimento
que até agora
via-se desconhecido até por ele mesmo.
sexta-feira, julho 31, 2009
Deixar entrar
Tapados os olhos, o coração
só fala a mente que confunde.
Da razão sai o medo,
da loucura a aventura
O amor caminha tranquilo enquanto razão
Suspende a barreira
quando a duvida lhe
põe à parede.
Passa como um rio
que transborda,
que invade a vida.
Tudo é água agora!
A liberdade,
a beleza da água cristalina
que se vê por entre ela.
A certeza, de um amor!
O tempo disse
que na aurora da vida
o amor as vezes se esconde,
se prende.
Deixe entrar!
Sentir o perfume de amar,
viver os símbolos,
deslumbrar com as rosas e a paixão do fogo.
sábado, março 14, 2009
A dificuldade de amar...
Amar de verdade é pra poucos, cheguei a pouco a esta conclusão. Amar verdadeiramente o próximo, mesmo que ele não o ame, é complicado.
Por isso muitos desistem do amor e vive de paixões. Paixões são legais, mas passageiras. Paixão é corpo a corpo, paixão é atração... Mas amor, o amor é pra valer.
Se chora, se sofre, se frustra, mas se ama, ama de verdade, com o coração. Independente das aparecias, das atitudes, ama-se.
Amar é lutar, só quem luta pelo amor do próximo que é digno de amar de verdade. Mas há aqueles que vêem o amor impossível e desiste, não mais luta e sai em busca de paixões que preenchem o espaço aberto pelo amor abandonado.
Ao observar as relações amorosas de hoje, se vê a dificuldade que o homem tem em amar de verdade. Porque amar, se amar é sofrer?
Sofrer por amor é bom, porque aprendemos a dar valor a pessoa amada, ao amor.
quinta-feira, setembro 13, 2007
Lutar e morrer
Caminho pelas calçadas,
e ouço ao fundo
gritos de sofrimento,
dor e opressão.
Tropeço em corpos,
decompondo-se na escuridão
do planeta
Mortos pela falta de esperança.
Aos cantos,
choros de tristeza e amargura,
por alguém levado antes da hora .
O que será dos que ficaram.
Os que restaram,
sentirão o olhar da fome
que paira sobre eles,
sem piedade serão dizimados.
Realidade difícil de aceitar
Mas simples de entender o por que.
Revelam a mim estar tudo bem,
e afirmo estarem perdidos.
Outros em busca de riqueza,
morrem sufocados pelo egoísmo.
Uns buscam a sobrevivência,
e são surpreendidos pela fome.
Continuo a procura do certo
e me desanimo em saber,
nunca existiu.
Aos meus pés,
os vejo agarrados.
Murmurando, suspirando,
compaixão.
Como se algo pudesse eu fazer
veem em mim esperança.
Irei negar-lhes e continuar meu caminho.
Não!
Ficarei para lutar com eles,
e por eles morrer!
quarta-feira, setembro 12, 2007
O que aconteceu
Fevereiro, março...
Quando foi mesmo?
que injustiça!
O que aconteceu com as lágrimas
que rolaram no dia em que a vida se foi?
O que foi feito daquela que ate o fim o amou?
O que aconteceu com a indignação?
Que levou manifestações,
gritos de esperança e mudança
O que aconteceu com a tristeza
que movimentou multidões
em procissões a favor da vida?
Para onde foram os defensores da paz
que lutariam até o fim ...
E a mídia?
esqueceu de tudo o que aconteceu
O noticiário não comenta mais
Noticia passada, fato antigo
Os homens se esqueceram
Talvez eu também me esqueci
Sem coração, sem sentimentos
esquecemos
voltamos ao que era antes
Será que vencemos a violência
Para onde foram os malfeitores
Ninguém pergunta mais
Ninguém se preocupa mais...
Quantos ainda morrerão?
E nós homens acomodados
no individualismo...
Por quanto tempo ainda
agüentaremos viver assim
Enganando a realidade
Sonhando um mundo melhor
sentado a frente da TV
tomando uma coca cola
se indignando com o mundo
Como se dele não fazemos parte?
quarta-feira, julho 25, 2007
Que mundo é esse?
Um lugar,
onde tudo acontece,
fracassos não existem.
Vidas afortunadas,
realizadas,
tudo se espelha à perfeição.
Um mundo dos sonhos,
da utopia
Que dirá um viajante,
ao chegar à realidade,
ao mundo real?
As fantasias se quebram,
os sonhos se tornam ilusão.
Corajoso viajante,
que farás em um mundo,
em que não há perfeição?
Este mundo é estúpido,
impiedoso,
mundo corrupto
e vergonhoso.
A injustiça e o preconceito,
torna-se normal e admissível.
Perante tanta brutalidade,
dizemos apenas que já não há mais solução.
Infeliz viajante,
condenado a perecer,
neste mundo em que nem pertences.
Feliz aqui?
Já não voltas mais ser.
O viajante é aprisionado,
Impedido de viver.
Agora sentes a falta de seu mundo primoroso,
ao que não voltaras mais.
Só uma saída,
esperar ate o fim,
o fim que se aproxima ligeiramente.
Este mundo está corrompido,
perdido em um tempo
que não regressa mais.
E irá se perder cada vez,
se o medo e o egoísmo,
continuar reinando
entre a humanidade.
segunda-feira, maio 28, 2007
Batida, Batida
Batida, batida
no liquidificador
é batida.
Batida, batida
é minha comida,
mole, meleca,
é o que posso comer.
Batida, batida
no liquidificador
é batida.
Como comer,
com essa dor?
Se não for batida
a comida
não como.
Batida, batida.
Batida, batida.
Batida no liquidificador,
comida batida.
Batida minha dor,
batida, batida
Estudo, Estudo
Social
Logia
Sociologia
Estudo, estudo
nunca entendo.
Etno
Centrismo
Etnocentrismo
Estudo, estudo
nunca entendo.
Digam como é,
como deve ser.
Vejo meu Deus,
nunca será.
Ainda estudo,
apenas estudo,
nunca entendo.
Genocídio
Etnocidio
Mataram, levaram,
deixaram-me o que era seu.
Não existo mais!
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Caos no Rio
Pela janela da TV,
vejo-me entre o caos.
Lágrimas não as contenho mais,
estou chocada.
Pelas ruas e alamedas,
tensão e insegurança.
O medo,
silencia-se em casa mais cedo,
todos esperam mais segurança.
Inocentes e decentes
como alvo
de quem tranquilo
os acende.
Na tranquilidade
observam,
a quem do fogo
tenta escapar.
Corpos
carbonizados,
mortos
metralhados.
Entre tiros e granadas,
um apelo confuso,
de quem já não sabe a quem pedir:
Pelo amor de Deus!
Pequem os fuzis!
A quem culpar?
A quem atira e mata?
Ou talvez,
a quem em silencio
afirma nada a declarar?
São cenas de terror
sem censuras.
Desrespeito aos indignados
Ninguém toma atitude!
Ninguém toma atitude por nada!
Até quando?
Seremos vitimas,
de uma ação covarde,
em que nunca se sabe,
quem será o próximo
a ser atingido.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Lábios vermelhos
em noites frias,
mãos frias
que te tocam.
Não é por prazer
talvez nunca foi.
Sei que não és a mesma
teus olhos que antes,
eram alegria.
Hoje escorre sangue de dor.
Sangue envenenado,
por quem não sabes.
Sabes que não há mais futuro.
Sabes que o passado não volta.
Curtas saias,
Curtos cabelos.
Nos lábios,
vermelhos, vermelhos
que tampam com maquiagem
o rosto sujo, imundo
sem vergonha.
Curta a vida.
Corpo sem forma;
Corpo sem dona
Corpo,
seu corpo.
Marcas manchas
Dor de dor,
Dor de que espera
Algo melhor.
terça-feira, agosto 15, 2006
Adeus meu amor
Dentro de mim, há vida,
chutes de alegria e gratidão,
quanta emoção!
Fora de mim...
um mundo injusto,
imundo.
Tê-lo seria dor.
Adeus meu amor!
Quem de ti cuidará?
Zelo-te de coração,
porém, fazer-te sofrer,
seria uma facada em minha alma.
Adeus meu amor!
Fora de mim,
antes do tempo,
não quero presenciar tua dor,
que dor maior sentirei.
Tu entendas.
Adeus meu amor!
Não é por mal...
não merece ver o que vejo,
viver o que vivo.
Adeus meu amor!
Adeus meu amor!
Morra em paz,
meu amor te acompanhará!
Ao paraíso entrará,
sem faltas, nem pecado.
Com certeza verás a luz.
Adeus meu amor!