sexta-feira, maio 14, 2010

Uma nova luta

A vida da gente é muito louca... ou na verdade, a gente que é muito louco na nossa vida.
Enfim, as vezes eu paro e fico olhando o tempo passar, nem que seja por alguns segundos. Gosto de ver as pessoas falarem, de ver os movimentos, os sons, as cores... só observar. E quando faço isso, sempre me vem a cabeça uma questão: O que eu to fazendo aqui?

Parece bobagem, mas é fantástico o modo como a gente (ou eu) vive coisas tão diferentes, conversa com tantas pessoas, passa por tantos lugares, nunca imaginados um dia conhecer.

Nunca pensei um dia trabalhar no Movimento Estudantil e de repente, aqui estou, toda envolvida, brigando pela causa, preocupada com a construção, lutando por melhorias na educaçao, fazendo campanha para DCE, passando em salas de aula, madrugando na Universidade...

É tudo muito novo, ainda me estranho com algumas coisas, mas aos poucos vou entendendo a assência e a importancia da mobilização estudantil. Hoje tenho um outro olhar para o estudante, não o vejo apenas como um jovem sem voz, preso a sala de aula, preocupado com provas, trabalhos, professores... mas vejo o estudante como agente de mudança, de oportunidades. Vejo jovens que querem se movimentar, ser cidadãos, jovens que acreditam num futuro melhor, que querem ir as ruas, gritar por dignidade, melhores condições estudantis, por justiça!!!

E tem acontecido algo no Paraná, que a priori parece só um bando de estudantes que não tem o que fazer e pra não ir a aula participam dessas manifestações... Mas a coisa vai muito além disso...


"Estudantes na rua, deputado a culpa é sua!"

Esse era o grito que os estudantes entoavam ao entrar na Assembléia Legislativa em Curitiba. Não estive lá na manifestação, mas conheci os líderes desse movimento, que tem criado tanta mobilização no Estado. É incrível ver a força e a coragem que esses estudantes tem em  lutar contra a corrupçao, a injustiça, sair as ruas, quebrar portões, sensibilizar a sociedade e principalmente mostrar a indignação perante o que tem acontecido em nossa Assembléia!

É por isso, apenas por isso, que eu acredito no Movimento Estudantil, e quero fazer parte desta reconstrução no Paraná. Precisamos entender, como disse Rosa Luxemburgo, "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem."

Uma sugestão para aqueles que ainda não entenderam e querem sentir essa essência do Movimento Estudantil, estejam abertos para se perguntar: O que estou fazendo aqui?


Blog da União Paranaense dos Estudantes

segunda-feira, maio 10, 2010

Hoje eu vi...

A claridade batendo em minha janela ao acordar
Vi o chocolate derreter no leite
Os carros com pressa, passavem sem ver o sol
Vi a senhora no ponto de ônibus se encolhendo de frio
Todos no ônibus muito quietos, com sono, indo trabalhar
O lago Igapó ainda conservando o frescor da madrugada

---
Observei as lindas árvores que tem na minha universidade
Encontei uma conhecida agora jornalista no ônibus
Vi os estudantes caminhando até suas salas
Também aqueles que ainda contavam as novidades do fim de semana
Vi meus amigos
E os meninos que trabalham no xerox, brincando e sorrindo

---
Vi a turma de jornalismo e relações públicas na mesma sala
Vi a garrafa de água que a professora tem da Marcha Mundial das Mulheres
Um amigo chegar atrasado na aula novamente
Todos fazendo um trabalho em grupo
Por fim, vi todos saindo para o intervalo

---
Vi a lanchonete lotada, e várias mesas espalhadas pelo calçadão
Muitos jovens conversando, rindo, jogando
Vi pessoas saindo da Capela
Entrando na Biblioteca
Muitos procurando livros
A senhora bibliotecária com seu mal humor contagiante

---
Vi uma amiga muito animada que nos acompanhou até a sala de aula
Um professor muito maluco, inteligente e espontâneo
O trabalho que eu e minha amiga varamos a noite fazendo
Vi um 9.0 também
A sala discutindo e rindo da Liberdade e Comunicação
Minha caneta passando por várias mãos para assinar a chamada
A despedida de quem vai e quem fica

---
O sol brilhante e quente
No xerox dessa vez vi apenas um menino simpático também
Vi estudantes no ponto de ônibus
Filas para pegar senha e colocar créditos no cartão
O Restaurante Universitário como sempre cheio
Vi e comi um bombom de nozes delicioso

---
Vi alface, pernil, arroz e feijão
O suco amarelo
Uma conversa de almoço com pessoas novas pra mim
Vi já o Restaurante mais vazio
Duas amigas na fila ainda para comer

---
Meu celular tocando
No caminho até o estágio ásvores e estudantes
Vi a menina que sempre vejo no banheiro

---
Vi as pessoas chegando do almoço no meu trabalho
Vi meu e-mail, twitter, blog...
Videos de Julieta V.
Vi gente na fila para o lanche da tarde
Alguns que me viram e não me cumprimentaram
Suco e lanche natural
Vi de novo o notebook antigo que uso no estágio

---
Vi várias pessoas se despedindo
Vi que estava na hora de também ir
Vi que já escurecia
O ônibus chegou na hora
O livro que estava lendo
Vi Chegar no Terminal

---
Vi uma grande amiga
Vários conhecidos
Os carros indo para casa
O friozinho da noite
Vi meu chegar
Uma conhecida no caminho

---
Vi o portão se abrir
A vizinha que estava no sofá de casa
Minha mãe que estava no banho
Vi as duas saindo para a igreja

---
Vi meu blog
Que perdi umas fotos importantes
Alguns no msn
E vi este post...















E ainda vi a nova lâmpada que colocaram na rua de casa!

domingo, maio 09, 2010

Nada demais para Julieta

Nada demais tem acontecido para que Julieta pudesse dizer feliz. Mas percebe-se mais tranqüila, talvez até decidida. Seus pensamentos aos poucos se acalmam e ela consegue ver as coisas com mais clareza.

Decidir certamente, nunca foi seu forte, ainda mais decidir por si mesma. Parar para pensar também não costumava fazer. Chegou a um ponto que tudo estava confuso, que o que pra ela sempre foi bom, agora a sufocava.
Eram tantas coisas. Eram tantas pessoas. Tudo dependia dela. Parou e viu o que estava criando, por qual caminho estava indo. E sabe o que Julieta via? Via muita coisa, muita correria e pouco foco, no fim nem sabia mais o que realmente queria para si.
Pensou em sumir, em abandonar tudo, em viajar, em se trancar no quarto, em virar freira... mas e ai? Adiantaria? E o que faria com seus sonhos? Simplesmente os esqueceria?
Ela viu que não era assim. Precisava lutar por sua vida. Precisava caminhar na direção certa. E principalmente, ter claro seus objetivos.
Hoje, Julieta não está 100% boa, 100% decidida, 100% diferente. Mas está lutando para ser melhor... quer viver seu presente, cada momento de uma vez.


segunda-feira, abril 26, 2010

Foto do dia de hoje...

O gato que se chamará Gato

tá assim:

da outra vez, disse não
          acabou virando sim
dessa vez digo sim
                       na esperança de ter um não!

De ontem...

"Quando não for possível ver o caminho, sinta a natureza, e deixe os sentimentos guiar-te. Nem sempre o caminho da racionalidade é o melhor" Iasi

domingo, abril 25, 2010

Comum-unidade

Me encanta as cores vivas das flores, os sorrisos tortos mais sinceros da simplicidade. Estou encantada com as facilidades da vida, com as viagens que faço sem sair da frente de um computador. Como me encanta saber que quanto mais viajo, mais conheço. Ah como estou encantada com a vida, com as pessoas e suas vidas.

Gostaria de viver ouvindo, gravando, registrando as tantas histórias que escuto mundo a fora. Trazer ao conhecimento de todos, as lutas, as dificuldades, as alegrias e experiências dos desconhecidos.

Mostrar o quão é belo se viver, experimentar os sabores, os cheiros do mundo. Reconhecer na vida do outro o sentido para valorizar a própria vida. Compreender que homem é um ser livre, criativo e curioso.

Os problemas são de todos. Todos têm, todos terão. Iguais ou não, partilhar a vida é importante para o crescimento mutuo ou mesmo para superar os próprios medos e defeitos que a gente se impõe.

Somos seres comunitários, procuramos de alguma forma, algum dia, alguém para nos entender, talvez ajudar. No fundo todos querem ser lembrados, querem ser importantes pra algum ser.

Na comum-unidade entendemos os prazeres da vida, e do mundo. Percebemos o natural da vida a intenção própria do significado de viver.

Carlos, apenas


Havia acabado de comprar uma coxinha de frango e uma coca-cola gelada. Peguei minhas malas e me sentei numa mureta na grande rodoviária de Curitiba.
Acabava de saborear a coxinha e apreciaria aquela coca que tanto gosto. Quando avistei de longe um homem magro com seus aproximados 30 anos, munido de documentos e alguns papéis amassados. O que me chamava atenção é que ele usava uma mini-saia branca com uma blusa três por quatro roxa e uma rasteira simples nos pés. No cabelo amarelado um arquinho rosa segurava a franja. Seu andar era manco e desconcertado.
Na mureta também, um pouco mais a frente de mim, duas mulheres loiras conversavam discretamente e quando viram aquele homem, imediatamente emitiram expressões de repudio e indignação e cochicharam entre si.
Virei meu rosto em outra direção e fingi não ter visto que ele se aproximava. Quando percebi, ele já estava a minha frente resmungando algumas palavras que não entendi. Sua boca era grande e tinha na parte de cima da gengiva apenas um dente amarelo.
Olhei para ele e arrisquei um sorriso confuso, que a priori de pena e solidariedade. Perguntei o que ele disse então me mostrando os documentos e os papéis que não pude ver direito, mas acredito que eram xérox de exame, me falou que precisava de ajuda para comprar algo de comer. Segundo ele, estava se tratando da AIDS, e disse que acabava de retornar a sua vida novamente.
Agora com certo receio do que ouviria, perguntei, “Que vida”? Ele me olhou desconcertado e gaguejando, falou que a vida de SER HUMANO. Senti naquele instante um nó na garganta e queria poder ajudar de algum jeito.
Como não gosto de dar dinheiro como esmola, expliquei que não tinha nada, apenas aquela coca-cola. Então ele me pediu um gole, entreguei a ele. Ele de alguma forma sorriu agradecido e começou a andar.
Eu estava curiosa, queria saber daquele homem, da sua vida, mas ele me parecia ter medo. Parecia ter vergonha daquela situação. Isso me apertou o coração. Foi quando perguntei seu nome e ele respondeu “Carlos”. Queria fazer algo por ele naquele momento, mas o que?
Acompanhei sua partida com os olhos, até que ele sumiu da minha vista. Queria chorar, espernear, gritar, queria expressar minha indignação. Não por ele, nem pelo que tenha feito. Se ele se drogava, se prostituía, mas porque ele fez aquilo consigo mesmo? Como chegou a esse ponto? Sou tão pequena, me senti inútil diante da situação. E me perguntava o que aquela coca-cola ajudaria na vida de Carlos?
Virei meu rosto em outra direção e fingi não ter visto que ele se aproximava. Quando percebi, ele já estava a minha frente resmungando algumas palavras que não entendi. Sua boca era grande e tinha na parte de cima da gengiva apenas um dente amarelo.

Olhei para ele e arrisquei um sorriso confuso, que a priori de pena e solidariedade. Perguntei o que ele disse então me mostrando os documentos e os papéis que não pude ver direito, mas acredito que eram xérox de exame, me falou que precisava de ajuda para comprar algo de comer. Segundo ele, estava se tratando da AIDS, e disse que acabava de retornar a sua vida novamente.

Agora com certo receio do que ouviria, perguntei, “Que vida”? Ele me olhou desconcertado e gaguejando, falou que a vida de SER HUMANO. Senti naquele instante um nó na garganta e queria poder ajudar de algum jeito.
Como não gosto de dar dinheiro como esmola, expliquei que não tinha nada, apenas aquela coca-cola. Então ele me pediu um gole, entreguei a ele. Ele de alguma forma sorriu agradecido e começou a andar.
Eu estava curiosa, queria saber daquele homem, da sua vida, mas ele me parecia ter medo. Parecia ter vergonha daquela situação. Isso me apertou o coração. Foi quando perguntei seu nome e ele respondeu “Carlos”. Queria fazer algo por ele naquele momento, mas o que?
Acompanhei sua partida com os olhos, até que ele sumiu da minha vista. Queria chorar, espernear, gritar, queria expressar minha indignação. Não por ele, nem pelo que tenha feito. Se ele se drogava, se prostituía, mas porque ele fez aquilo consigo mesmo? Como chegou a esse ponto? Sou tão pequena, me senti inútil diante da situação. E me perguntava o que aquela coca-cola ajudaria na vida de Carlos?

Vida da Linguíntico Jogo

















Tu. Tu. Tu.

Liberdade
Correria
Colar
Juventude
Verde
Água
Chocolate
Lenine
Paciência

Viagem
Amazônia
Televisão
Edição
Comunidade
Diversidade
Mudança
Positiva

Simplicidade
Amor
Cores
Momentos
Cantos
Beijo
Carimbó
Ônibus
Teatro
Pasquim
Ousadia
Conversa
Mensagem
Coca,cola

Surpresa
Abraço
Amasso
Livro
Política
Luta
União
Povão

Estudo
Tempo
Máquina
Cerveja
Dança
América
Pernas
Gênero
Poesia
Solidão
Paz
Crise
Metáfora
Favela
Vida
Vida
Vid
Vi
V
.


terça-feira, dezembro 15, 2009

No chão

Subo e desço por você
Pra entender o que se passa no seu coração
Nas nuvens esqueço quem sou
Teus olhos me trazem tranquilidade
Ah teu jeito de amar...
Porque sempre tão assim?
De pés no chão confundo com meu coração
Meu amor se entristece
Sinto a dor de uma partida
De alguém que nunca foi
Mas também nunca ficou
Pena a gravidade que insiste em me deixar ao chão
Apenas posso contemplar as estrelas
E sonhar com um amor que já foi meu
E agora talvez me esqueceu.

domingo, setembro 27, 2009

Uma poesia para um misterioso

Que amadora não seria
impondo aos meus dedos
uma poesia.

De sorriso talvez entenda melhor,
meus lábios segue ao passo do meu coração,
que com vida própria bate acelerado,
quando um desafio a mim é lançado.

Me disse alguém que falar de mistério é poético.
Poético porque mistério pode ser tudo e ser nada.
E ai poetas, os de verdade, tentam definir o indefinido,
com palavras nobres e sentimentos profundos.

Eu poeta amadora de pouca vivencia,
e muitos sonhos,
me atrevo a tornar o mistério tocável,
mesmo que em palavras.

O mistério é uma escolha.
Uma ousadia de poucos.
Poucos que vêem no mistério,
o caminho para a duvida, interrogação.

De que serve o mistério
se não para movimentar a curiosidade?
Pobres curiosos de mente confusa,
nem percebem a sua importância

O misterioso, ele sim muito mais confuso
faz do mistério a chave do conhecimento.
Esperto talvez, começa a se entender,
quando as duvidas começam a aparecer.

Duvidar leva o misterioso
ao cume do seu próprio conhecimento
que até agora
via-se desconhecido até por ele mesmo.

sexta-feira, julho 31, 2009

Deixar entrar

Tapados os olhos, o coração
só fala a mente que confunde.
Da razão sai o medo,
da loucura a aventura

O amor caminha tranquilo enquanto razão
Suspende a barreira
quando a duvida lhe
põe à parede.

Passa como um rio
que transborda,
que invade a vida.
Tudo é água agora!

A liberdade,
a beleza da água cristalina
que se vê por entre ela.
A certeza, de um amor!

O tempo disse
que na aurora da vida
o amor as vezes se esconde,
se prende.

Deixe entrar!
Sentir o perfume de amar,
viver os símbolos,
deslumbrar com as rosas e a paixão do fogo. 



sábado, março 14, 2009

A dificuldade de amar...

Amar de verdade é pra poucos, cheguei a pouco a esta conclusão. Amar verdadeiramente o próximo, mesmo que ele não o ame, é complicado.
 

Por isso muitos desistem do amor e vive de paixões. Paixões são legais, mas passageiras. Paixão é corpo a corpo, paixão é atração... Mas amor, o amor é pra valer.
 

Se chora, se sofre, se frustra, mas se ama, ama de verdade, com o coração. Independente das aparecias, das atitudes, ama-se.
 

Amar é lutar, só quem luta pelo amor do próximo que é digno de amar de verdade. Mas há aqueles que vêem o amor impossível e desiste, não mais luta e sai em busca de paixões que preenchem o espaço aberto pelo amor abandonado.
 

Ao observar as relações amorosas de hoje, se vê a dificuldade que o homem tem em amar de verdade. Porque amar, se amar é sofrer?
 

Sofrer por amor é bom, porque aprendemos a dar valor a pessoa amada, ao amor.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Lutar e morrer

Caminho pelas calçadas,
e ouço ao fundo
gritos de sofrimento,
dor e opressão.

Tropeço em corpos,
decompondo-se na escuridão
do planeta
Mortos pela falta de esperança.

Aos cantos,
choros de tristeza e amargura,
por alguém levado antes da hora .
O que será dos que ficaram.

Os que restaram,
sentirão o olhar da fome
que paira sobre eles,
sem piedade serão dizimados.

Realidade difícil de aceitar
Mas simples de entender o por que.
Revelam a mim estar tudo bem,
e afirmo estarem perdidos.

Outros em busca de riqueza,
morrem sufocados pelo egoísmo.
Uns buscam a sobrevivência,
e são surpreendidos pela fome.

Continuo a procura do certo
e me desanimo em saber,
nunca existiu.

Aos meus pés,
os vejo agarrados.
Murmurando, suspirando,
compaixão.

Como se algo pudesse eu fazer
veem em mim esperança.
Irei negar-lhes e continuar meu caminho.

Não!
Ficarei para lutar com eles,
e por eles morrer!


quarta-feira, setembro 12, 2007

O que aconteceu

Fevereiro, março...
Quando foi mesmo?
que injustiça!

O que aconteceu com as lágrimas
que rolaram no dia em que a vida se foi?
O que foi feito daquela que ate o fim o amou?
O que aconteceu com a indignação?
Que levou manifestações,
gritos de esperança e mudança

O que aconteceu com a tristeza
que movimentou multidões
em procissões a favor da vida?

Para onde foram os defensores da paz
que lutariam até o fim ...
E a mídia?
esqueceu de tudo o que aconteceu
O noticiário não comenta mais
Noticia passada, fato antigo
Os homens se esqueceram
Talvez eu também me esqueci

Sem coração, sem sentimentos
esquecemos
voltamos ao que era antes
Será que vencemos a violência
Para onde foram os malfeitores
Ninguém pergunta mais
Ninguém se preocupa mais...

Quantos ainda morrerão?
E nós homens acomodados
no individualismo...
Por quanto tempo ainda
agüentaremos viver assim
Enganando a realidade
Sonhando um mundo melhor
sentado a frente da TV
tomando uma coca cola
se indignando com o mundo
Como se dele não fazemos parte?

quarta-feira, julho 25, 2007

Que mundo é esse?

Um lugar,
onde tudo acontece,
fracassos não existem.
Vidas afortunadas,
realizadas,
tudo se espelha à perfeição.
Um mundo dos sonhos,
da utopia

Que dirá um viajante,
ao chegar à realidade,
ao mundo real?
As fantasias se quebram,
os sonhos se tornam ilusão.
Corajoso viajante,
que farás em um mundo,
em que não há perfeição?

Este mundo é estúpido,
impiedoso,
mundo corrupto
e vergonhoso.
A injustiça e o preconceito,
torna-se normal e admissível.
Perante tanta brutalidade,
dizemos apenas que já não há mais solução.

Infeliz viajante,
condenado a perecer,
neste mundo em que nem pertences.
Feliz aqui?
Já não voltas mais ser.

O viajante é aprisionado,
Impedido de viver.
Agora sentes a falta de seu mundo primoroso,
ao que não voltaras mais.
Só uma saída,
esperar ate o fim,
o fim que se aproxima ligeiramente.

Este mundo está corrompido,
perdido em um tempo
que não regressa mais.
E irá se perder cada vez,
se o medo e o egoísmo,
continuar reinando
entre a humanidade.

segunda-feira, maio 28, 2007

Batida, Batida

Batida, batida
no liquidificador
é batida.

Batida, batida
é minha comida,
mole, meleca,
é o que posso comer.

Batida, batida
no liquidificador
é batida.
Como comer,
com essa dor?

Se não for batida
a comida
não como.
Batida, batida.

Batida, batida.
Batida no liquidificador,
comida batida.
Batida minha dor,
batida, batida

Estudo, Estudo

Social
Logia
Sociologia
Estudo, estudo
nunca entendo.

Etno
Centrismo
Etnocentrismo
Estudo, estudo
nunca entendo.

Digam como é,
como deve ser.
Vejo meu Deus,
nunca será.

Ainda estudo,
apenas estudo,
nunca entendo.

Genocídio
Etnocidio
Mataram, levaram,
deixaram-me o que era seu.
Não existo mais!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Caos no Rio

Pela janela da TV,
vejo-me entre o caos.
Lágrimas não as contenho mais,
estou chocada.

Pelas ruas e alamedas,
tensão e insegurança.
O medo,
silencia-se em casa mais cedo,
todos esperam mais segurança.

Inocentes e decentes
como alvo
de quem tranquilo
os acende.

Na tranquilidade
observam,
a quem do fogo
tenta escapar.

Corpos
carbonizados,
mortos
metralhados.

Entre tiros e granadas,
um apelo confuso,
de quem já não sabe a quem pedir:
Pelo amor de Deus!
Pequem os fuzis!

A quem culpar?
A quem atira e mata?
Ou talvez,
a quem em silencio
afirma nada a declarar?

São cenas de terror
sem censuras.
Desrespeito aos indignados
Ninguém toma atitude!
Ninguém toma atitude por nada!

Até quando?
Seremos vitimas,
de uma ação covarde,
em que nunca se sabe,
quem será o próximo
a ser atingido.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Lábios vermelhos

Como deve ser,
em noites frias,
mãos frias
que te tocam.

Não é por prazer
talvez nunca foi.
Sei que não és a mesma
teus olhos que antes,
eram alegria.
Hoje escorre sangue de dor.
Sangue envenenado,
por quem não sabes.

Sabes que não há mais futuro.
Sabes que o passado não volta.
Curtas saias,
Curtos cabelos.

Nos lábios,
vermelhos, vermelhos
que tampam com maquiagem
o rosto sujo, imundo
sem vergonha.

Curta a vida.
Corpo sem forma;
Corpo sem dona
Corpo,
seu corpo.
Marcas manchas
Dor de dor,
Dor de que espera
Algo melhor.

terça-feira, agosto 15, 2006

Adeus meu amor

Dentro de mim, há vida,
chutes de alegria e gratidão,
quanta emoção!

Fora de mim...
um mundo injusto,
imundo.

Tê-lo seria dor.
Adeus meu amor!
Quem de ti cuidará?
Zelo-te de coração,
porém, fazer-te sofrer,
seria uma facada em minha alma.

Adeus meu amor!
Fora de mim,
antes do tempo,
não quero presenciar tua dor,
que dor maior sentirei.

Tu entendas.
Adeus meu amor!
Não é por mal...
não merece ver o que vejo,
viver o que vivo.

Adeus meu amor!
Adeus meu amor!
Morra em paz,
meu amor te acompanhará!

Ao paraíso entrará,
sem faltas, nem pecado.
Com certeza verás a luz.
Adeus meu amor!